sábado, 24 de novembro de 2007


As ambiciosas cinzas do cigarro

Mantêm sua integridade de sucata:

Basta uma breve erupção dos dedos

Ou um arfar dos ventos sem caráter



E veja só:


tudo

aquilo

cede

como

tal

.

Agora

soltas

condenadas

a


espalhar-se

sem

mais

como


voltar

aos
ninhos


frágeis

do

Maço

de


liquens

e


polens


de




onde





tudo






surge

.



.

.



2 comentários:

Paula Gicovate disse...

Muito bom....

F.di Tal disse...

Procurava um verso no qual pudesse me esquecer,me desafazer do odio que gotejava em minha testa,solido caos da incoerencia urbana que dessandas na ruas descascadas e sujas,procurava um verso para praguejar ofensas de narrativa aperolada mas incrustada de história futil cheia de nomes,lugares e horas,minha mente um pardieiro revirado com cinzas amargas espalhadas em cantos frios,ainda se julgava capaz de elucidar algum foda-se de maior refinamento po(pa)e(té)tico,
procurava um verso que me mostrase a carne da miseria sem nenhuma censura,pois as fantasias de minha vestimenta ja se ergue inválida para ilusão que c desenrola aos cochichos ,garrafas baratas e fuligem me resumem a trivialidade do que é o sol,as nuvens e toda essa farsa existencial caduca,a relidade nunca veio nos visitar,e deus nem chegou a nascer,fazendo de mim essa frugal incognita a procurar um verso pra se desfazer...

Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841