quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Para a Realidade


Chora real!

Chora que nas letras estás morto!

Chora que esses versos são teus algozes!

Chora que és inatingível e não te reconheces!


Chora que nas filosofias estás pálido!

que não há tempo espaço ou dimensão!

que jamais serás reconhecido ao caminhar nas ruas!


Chora real!

Chora que és filho único de mãe desconhecida!

Chora que és um órfão abandonado pelas teologias!

Chora que não tens família, amigos e estás perdido nos escuros!


Chora que tudo que há de ti é pura representação barata!

que nem os laboratórios podem provar sua existência!

que teus gritos estão surdos para todos nós nos mundos!



Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841