segunda-feira, 1 de junho de 2009

Matilde

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“Fica mais um pouco, és tão bela”
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Conhecera Matilde quando ela passara por Ilhéus junto com a companhia cigana de circo e teatro. Era atriz, cantora e malabarista.
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Se apaixonaram naquele mesmo dia. Comiam com o mesmo garfo, cada um de uma vez, e ela bebia o aguardente direto de sua boca.
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Ele a acariciava tão bem que a alma dela murmurava em seu corpo, e ela o amava e pedia-lhe que urinasse dentro dela.
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Lhe implorou, certa vez, para que mordesse um pedaço de sua orelha e o comesse, e nunca fechava as portas e gavetas atrás de si a fim de não interromper a felicidade.
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Era tão bela que amedrontava as pessoas. Os homens a temiam, as mulheres a invejavam. Ao nascer, tomara tudo que a mãe tinha de belo, de maneira que esta, depois do parto, ficou feia para sempre.
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Era uma mulher silenciosa, que crescera no mutismo das intermináveis leituras paternas de uma única e mesma oração, em torno da qual tecia-se sempre o mesmo silêncio.
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Ficaram juntos por três dias e três noites.
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12 comentários:

Lis disse...

(como é bom ficar sem ar)

Cosmunicando disse...

72 horas de incêndio

Luiz Coelho disse...

e o saque resiste às intervenções moralistas, posto que a relação é, em si mesma, usurpação.

nina rizzi disse...

jesusmariajosé... que isso, macho? é quase um ggm! vivocê!

beijo.

Lis disse...

o que é um ggm? :)

Carleto Gaspar 1797 disse...

Ficaria sem ar se visse a imagem de Matilde...

Carleto Gaspar 1797 disse...

A ideologia Carletista é basicamente fundamentada em incêndios conceituais

rsrs

bjo

Carleto Gaspar 1797 disse...

é isso Coelho.

Moralismo e literatura não são bons parceiros.

Como diria Zé Celso, temos que buscar os tabus

Carleto Gaspar 1797 disse...

GGM é Gabriel Garcia Marquez??

q honra

bjo

Carleto Gaspar 1797 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carleto Gaspar 1797 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ticiana Flarys disse...

humm, que fuerte!

Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841