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“Fica mais um pouco, és tão bela”
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Conhecera Matilde quando ela passara por Ilhéus junto com a companhia cigana de circo e teatro. Era atriz, cantora e malabarista.
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Se apaixonaram naquele mesmo dia. Comiam com o mesmo garfo, cada um de uma vez, e ela bebia o aguardente direto de sua boca.
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Ele a acariciava tão bem que a alma dela murmurava em seu corpo, e ela o amava e pedia-lhe que urinasse dentro dela.
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Lhe implorou, certa vez, para que mordesse um pedaço de sua orelha e o comesse, e nunca fechava as portas e gavetas atrás de si a fim de não interromper a felicidade.
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Era tão bela que amedrontava as pessoas. Os homens a temiam, as mulheres a invejavam. Ao nascer, tomara tudo que a mãe tinha de belo, de maneira que esta, depois do parto, ficou feia para sempre.
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Era uma mulher silenciosa, que crescera no mutismo das intermináveis leituras paternas de uma única e mesma oração, em torno da qual tecia-se sempre o mesmo silêncio.
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Ficaram juntos por três dias e três noites.
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EU SÓ FARIA LAVA-PÉS EM PÉS DE GALINHA
Há 20 horas
12 comentários:
(como é bom ficar sem ar)
72 horas de incêndio
e o saque resiste às intervenções moralistas, posto que a relação é, em si mesma, usurpação.
jesusmariajosé... que isso, macho? é quase um ggm! vivocê!
beijo.
o que é um ggm? :)
Ficaria sem ar se visse a imagem de Matilde...
A ideologia Carletista é basicamente fundamentada em incêndios conceituais
rsrs
bjo
é isso Coelho.
Moralismo e literatura não são bons parceiros.
Como diria Zé Celso, temos que buscar os tabus
GGM é Gabriel Garcia Marquez??
q honra
bjo
humm, que fuerte!
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