segunda-feira, 20 de abril de 2009

LXXVII

.
(Mulheres que navegam de noite cantando em canoas iluminadas entre as margens de um estuário verde)
.
Fiz um brioche de queijo para mim e fiquei imaginando espermatozóides com capotes de frio, tremendo em frágeis jangadas de madeira enquanto tentavam contornar o iceberg que bloqueava o seu caminho para os óvulos gelados.
.
(...) E Rachel me disse: Às vezes penso no meu clitóris como um imã, me arrastando para revelar novos depósitos de minérios nas minas.
(...) Eu me perguntava se teria que me mudar para a casa de meus pais no interior para evitar safáris em busca dos meus orgasmos como Tarzan em seu caminho pelo cemitério de elefantes

.
Simultaneamente eu gozo na minha mão
Esperma nas roupas de cama & e nas suas pernas
.
( de Fragmentos de um Copista)

6 comentários:

Paula Gicovate disse...

Me lembrou "tudo o que você sempre quis saber sobre sexo" do woody allen, ele de espermatozoide de capinha. Mas é fuerte, mui fuerte, e eu adorei. Mesmo.
Beijos!

Carleto Gaspar 1797 disse...

De fato, é praticamente um plágio (não só do Woody Allen) mas...

Copiar é recriar, resignificar..

L-ix-ERo disse...

Valeu Carletooo!!!!

Noix na contenção da trincheira!!

Luiz Coelho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luiz Coelho disse...

este texto promove a vitalidade que saqueia a (não)propriedade, o corpo, e o que é o orgasmo além do roubo de uma fração de vida alheia, por meio de uma invasão corporal?! valeu, vida pulsante, pra citar o amigo.

Carleto Gaspar 1797 disse...

Damas,

não se impressionem com os dois últimos versos; sao de um poeta americano bem interessante chamado Hakim Bey
( como ele é um árduo defensor do saque literário, do copy left, roubei uns versinhos dele sem constrangimento)

Espero que esse esclarecimento não subtraia força deste Post

Saudações Carletistas!!

Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841