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“... vemos frequentemente as obras, por uma artimanha fundamental, serem sempre apenas seu próprio projeto: a obra se escreve procurando a obra, e é quando ela começa ficticiamente que ela termina praticamente”
Roland Barthes
I
Me fazia lembrar da vez, no mais desamparado e deserto dos subúrbios da capital, em que (ele) nos trancou em um quarto de pensão com uma garrafa de vodka, uma pedra de haxixe e disse que só sairíamos depois de escrever uma obra relevante.
Por volta do amanhecer, um dos gendarmes que nos vigiava a cavalo viu no umbral de uma antiga loja de tintas um homem com um poncho, deitado.(...)
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Pressão e neblina
Há 6 horas
4 comentários:
a obra tem vida própria
e pode não ter fim
ser somente a partida
valeu pela dica da musica,
respondi lá no meu blog.
beijo!
é o ato de escrever que faz o autor e não o contrário.
Um escritor será sempre o imitador de um gesto ou de uma palavra anterior a ele, mas nunca original, sendo seu único poder mesclar escritas.
Em Melânia, todas as vezes que se vai à praça, encontra-se um pedaço de diálogo (...) Anos depois, retorna-se a Melânia e reencontra-se a continuação do mesmo diálogo; neste ínterim, morreram aqueles que dialogavam (...) entretanto nascem aqueles que assumirão os seus lugares no diálogo, uns num papel, uns em outro. (...) até que todos os papéis sejam novamente distribuídos(...)
quem dita a tal relevãncia?!
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