quarta-feira, 28 de maio de 2008

Canção dos Brutos (XVIII)

*
O Caos
.
de noite com os reis e os grandes,
as pedras transmutadas em gente,
o banho quente às onze,
rubro nos olhos, unhas
quebradas, e o que faremos
amanhã, Narses?

Que faremos jamais?


Caso chova lá em casa às cinco
.
Narses, que embuçadas hordas são essas
aos olhos de um horizonte arrasado?
Que cidades com substância de anjo largo,
que sendas de azul violáceo,
que único mar no castelo da
senda ao lago frio?
.
Se o o alfaiate disse ao rei da China
que o jovem continuou correndo
mesmo enquanto o barbeiro corria atrás dele

e leve era o peso, era diverso,
leve talvez era o vagão quem dera
o peso, leve talvez tenha alcançado a
linha secundária da
great eastern railway

Leve, talvez, girar, na porta uma vez
e apenas
uma vez

a chave na qual pensamos, cada qual na sua
prisão

deitados sobre telhas
sob o lume do espaço,
coragem,

ante o baque macio
do tempo
.
.
e se aqui houvesse rocha
Que água fosse
E água u
ma nascente
Uma poça entre as rochas

Se ao menos aqui se ouvisse um sussurro de água
.
a T.S. Eliot..
...

3 comentários:

Anônimo disse...

cel. campos bastos ::

marechal .. atesto a poética anti mancaria .

Luiz Coelho disse...

O vórtice do mundo será o Brasil.
Porque é de caos que se fazem essas fronteiras.De caos e pressa.

Mary West disse...

textos perfeitos para se navegar em todas as circunstancias.

Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841