terça-feira, 1 de abril de 2008

Route


I

Círculos de carvão seguem a rota dos veículos

Marcados no solo como um tango a parte

(Era tarde a chance de terem sido lamaçais)


II

Nada me ira, nada me erra, nada me faz

Desço o rio no vau dos pequenos canais

Atento a exalar moléculas de hidrogênio

tornado em transe, um metal.


III

Enxergar o que viram Borges e os gênios

Circular pelos manuscritos & opiários

Dançar boleros com putas na Birmânia

E andar e andar e cruzar e escrever


IV

Subir andaimes e escarpas:

Como um haxixe, estalar


2 comentários:

Anônimo disse...

onde estoura delfos no coração do solitario errante - route de sequóias interiores .

thoureau.

Luiz Coelho disse...

Road poem! It's so hard! I like this! Do you glimpse poetry in route?!

Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841