segunda-feira, 15 de março de 2010

à garçonete etrusca

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E eis-me a tomar bebidas fortes como metal fundido

salvo das febres tropicais pelo olhar furioso

não mais um vagabundo de guerras vagas, príncipe dos jogos

não mais o falso especialista em cosmografia, químicas, mecânica

nada do homem de visão nos números, de indagação oracular

do só saber se explicar pelas palavras pagãs ou preferir calar.

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Fim do arado, do queimador de pastos

do ignóbil oficial, campônio do rancho

longe demais, estou intacto:

e a gente não parte,

retoma o caminho

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5 comentários:

p. disse...

bom ter voltado aos posts man,

be a postman!

curti o tema
agora tenho que
ir nessa,

valeu!

inescrituras disse...

três vivas ao imperador
que o caminho retomou

Paulo Henrique Motta disse...

um primor!!

abraços do Paulinho

Blog do Plástico Bolha disse...

Nasce um novo Carleto Gaspar? Ou um novo Carlos Andreas? Muito poético mesmo. Parabéns!

mdn disse...

uma ode às bebidas fortes.

"porque a gente não parte, retoma o caminho"

muito bom!

Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841