terça-feira, 2 de setembro de 2008

Açoite

..
.
"pela manhã, que nos depara a
ilusão de um princípio"

Jorge Luis Borges

I

era o início do
grande caminho
quando parei
para interrogá-la

mas ela era
incapaz de responder
e já não havia
rastro de

ninguém

II

deixa então na
imensidão que
enxergas

e segue com
a claridade

como um
farejador
de patas

III

e lhe perfumou
a espada
aquela investida
dos cães
junto aos
camelos

ante o
frescor das
tempestades
de granizo

IV

criadas no conforto
gazelas conduzem
sem rédeas as
manadas para oeste

seguem-na as
formosas dádivas
ao primeiro
garanhão que
cruzar a
linha das
pastagens

mas no charco
a lasca de
vidro ainda
atacava
em cirurgias

mesmo nos
afligidos de
inflamações

nos olhos

V

galhos quebrados
amontoados de
entulho ruidoso

o vale confuso
nos arvoredos
de espuma

a soma das
tribos
nas margens

castigados
por um
açoite

permanente
de
torpezas

VI

apavorado
após cansaço
e suor
buscando

refúgio
no
mastro
do timão

perto de
onde
dormiam

o caldeirão
e a
vala

.

7 comentários:

Petru disse...

"pelo principio, que iludido
nos depara de manhã"

anônimo,sonhava com,
que dormia ao relento
pensando em,
que muito louco
blasfemava idealizando o,
enquanto esse todas
as missas rezava
tentando alcançar
vocÊ sabe quem
e todos por
mais filhos das putas
não eram menos que
suas mulheres
pudessem
também ...

parte dois
parte em dois
o filete
in.te
ti.to
louco
com
esse
mito
dede
us.

Fulano di Tal disse...

ratos a espreita do resto
das carcaças abandonadas
pela vida que lhe ocorreu
habitantes das margens
com diferentes fomes
diferentes cores para os nomes
que a palavra não pretende dizer
mal veem o céu q os ilude
recortados por alguma falta de horizonte
não são aqueles de outrora
não são ideal integro na carne
são reflexos de informações mal proferidas
com algum sentimento excuso de discernimento viceral completo
assim como os ratos
espreitamentos as carcaças que nos tirem do tedio da fome que não é a regida pelo corpo e sim a do impulso de engolir a sua frente
sem ter o trabalho de mastigar para nunca q se acabe a vontade
torpe que desconhece a satisfação

Thiago Costa Faria disse...

caríssimo marechal,
obrigado pela visita e pelo comentário. desconfio que a mim também me dará muito gosto ler a sua página.

Luiz Coelho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luiz Coelho disse...

castigados
por um
açoite

permanente
de
torpezas

e a vileza da luva de pelica insiste esconder os anéis. ela ao contrário me fala de suas alianças
afirmando o valor da validade em
detrimento da procedência.

os dedos são sensores
que fogem das mãos
e dão apoio às mágoas.

Musa das cartas escritas nos trens sobre os joelhos disse...

quinta-feira e mais uma bebedeira em Creta.

marco de uma nova era de saques e peregrinação.

te amo

Elisa Kozlowsky disse...

cool n'high

Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841