+ um tango do cavalo apeado
1.
e
no último capítulo, com pesar do desterro,
o dia inteiro anteontem e passando
por um velho que de laboriosas
feições inundava seus contos
e de fronte assim meio
ofendido talvez por
eu estar à frente
um pouco à
sua frente
no palco
2.
depois
a noiva
a irmã da noiva
a primeira dança da noiva
o rancor no bairro
as zonas de meretrício
ás as às
3.
antes
as certezas valentes
nos bancos da igreja
as certezas valentes
de farmácia
4.
aqui
a festa:
jagunços
na porta
escutam
um velho
bolero
de ilha
5.
suas selas
sem estribos
com descuido
esquecem freios
e aí tudo se perde
como um grande
pranto
de arreios
.
Pressão e neblina
Há 12 minutos
5 comentários:
marechal carleto e
sua volta triunfal
V e IX excelentes.
Ótimo esse!
Primeira vez que apareço... mas hei de revisitá-lo, agora, constantemente!
Aquele abraço, meu caro!
Inté
o crepitande devaneio que se desenha e depois se assopra como se fosse mirra ou sandalo recem acendido por um fosforo de motel mofado pela falta de gente na br 242 nas proximidades da soja que engole o horizonte dos odores entediando oque se é visto
escutasse um mal falado verbete de harmoiosos de suscessivos ruidos agudos que lembram dialetos do deserto antigo quando o piauí e a a costa norte da africa dividiam a mesma poeira e construiam a mesma miragem de um futuro mar de desespero onde corpos em busca da materia atravessariam a linha da dignidade para manchar sua nunca lembrada alma em uma sede regada insesante pois se bebia a água errada
sim ,acasos da continuidade do tempo em corrosão,levantassem barreiras mais do que fazem-se pontes e agora não interessa ser coringa pois todas as cartas são dadas pelo crupie,e a casa destelhada por essas flutuações da logica,disfarça o eterno erro fazendo do sangue no chão uma pintura abstrata
E aíi, como estáss?
Sou eu mesmo... Do festival!
Beijos!
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