segunda-feira, 7 de julho de 2008

Basra XIX

.

O alicerce sulcava a

montanha mas

não era da

trilha visível

além do

que as gretas

trabalhavam para

distrair o viajante


só que refugiados

ignoravam as

regras do governo

provisório e

não me

surpreenderia se

envenenassem os poços

se pelo menos

refizessem as

portas

quando lá alcançaram

atrasados

um agrado

que jamais

me lembrava

o som daquelas

gotas no ar

condicionado

subterrâneo

da gruta e

o granito no

piso como

uma espécie

de consolo

para os órgãos

contra uma

reprovação que era

quase remorso de

havê-los destacado

e o último

capítulo pode

ser uma ponte

com o sétimo

mas talvez

ficasse melhor

com o terceiro

pelo significado

de serem

partes que

consumiram soldados

enquanto as outras

partes que transcrevi

falam do

último capítulo


de perto o mais

curioso daquele

que professei

o que assino


( levanta-se

testa a voz

com descição

na mesa) e


a rotina era

como se

esperasse de

um convidado

qualquer hostilidade

que justificasse

mostrar o punhal

mesmo que soubesse

que na frente

da mulher de

cabelos cacheados

estaria suado

e a prata não

reluziria tanto


então

chamar o

forasteiro que

dorme na

cocheira e

pelo braço

em lágrimas

a moça vê sua

torre de vertigem

à vista de todos

a moça vestida

a moça descalça

conforme o

plano o

movimento das

ruas arrefecia

mesmo sabendo

que seria um bom

dote para

o casamento

mas um estampido

chamou de volta

a atenção da

tropa e as

coisas não

passaram exatamente

como conto

as cores vivas

sem cessar

há dois anos

um após outro

e não me

surpreendi de

conversar com

eles na tarde

em que encontro

todos que sejam

alguma lembrança

e lutar um

ato só é

mais que todas

as horas dos

homens mais que

os homens

cujas pernas não

atravessaram o

campo de batalha

mais que

uma língua

secreta um

destino

um acaso que

toda negligência

deliberada

não ouvindo

clamor no

telhado subiram

para ordenar

mantimentos e

quanto mais

recordavam mais

nada se

compreendia

e os atos dos

loucos apareciam

como primores de

sensatez

e nas cavidades

onde se revezam

o túmulo e

florista e

o clima

demorava

numa grosseria

de léguas e

de madeira

pintada cantavam

os pastores

com seus

vocabulários de

palmeiras e

com pesar

a escrava de cabelos ruivos

desaparece

no solo da rua

e o microcosmo

do pensares

e as milhares

de aparências

segundo o

entendimento da

treva entre

o ser faminto

e o pedaço

de carne

na mesma baixa

lógica das

marés a

perder-se do

lado de cá

numa baía de

tais estranhezas

que nem o homem

das areias

nem o vizir

nem o de fama de covarde

nem o contrabando

e eu

disse-lhe: “falta

pouco para terminar

a obra, necessito

um último

adiantamento”

e ele responde

deixa que

inflem as

velas que aqui

concluirás esta

obra e assim

as autoridades

obedeceram

sem queixas

e Basra como

personagem central

pensou se a

sua inverossimilhança

seria de total

intolerável?

..:



.

Um comentário:

arte com menta disse...

na enciclopédia, até as mentiras me interessam e o intolerável azul me embriaga de inspiração.

incrível sempre
você.

Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841