segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sobre a Fronteira

Estarei eu sereno algum dia,

se escuto e contemplo deus

em cada objeto ou amante

se vejo assinado seu nome

até nos lençóis e maçanetas?

Inútil tentar me assustar

por dez mil vezes morri

e aqui estou de volta inteiro

berrando numa gota de tempo

como as floresta secas da taiga

O que o jovem pode fazer

para tornar-se um herói e dizer

a toda humanidade que a cada

hora, em cada momento e nos

outros todos que já vão chegar

os deuses são como cartas dos homens

que inclinados frente às portas delicadas

entendem que nenhum dia melhor que esse

para entender quase nada, entender como

pode haver Whitman, entender talvez como

pode alguém falar por mim, décadas remotas

Se tenho coesão, projeto, método

se tenho amigos, jantares, se durmo

cedo, se estou te ouvindo agora

só mais um minuto; minha amiga

espere que estou a milhas próximas

Em algum lugar eu paro e espero por você

em algum lugar eu paro e espero

não me cruzando na primeira vez não desista

não me vendo num lugar procure em outro

Em algum lugar eu paro e espero você.

3 comentários:

Petru disse...

hombre :: parece que to encorporado nessas palavras podendo esticar a vista ateh os misterios dos entre versos vislumbrados na mente do poeta , adorei isso ta foda - tenho q agradecer, ja valeu meu dia por hj!
e isso eh tudo , por hj !

ehnoix negrin

eh a rodritalia porra!!

F.di tal disse...

lagrimas escondidas na vergonha do choro
estou partindo para histórias de um amanhã que chegou agora
deixo tudo que sabia junto de tudo oque eu guardava
abro a porta sem inclinar sequer o pescoço para tras
vou para longe do olhar que afogava minha sensatez
vou rumar em busca de novas palavras e de novos sentidos que não as possuem
vou despir-me da dor que samba em olhos
sem passado sobre os passos o pés sorriem por mais tenue que isso seja
depois de uma certeza fraca se estraçalhar como um vidro na avenida movimentada
me deixando apenas a esperança dessa nova alvorada que me faz andar

Luiz Coelho disse...

Novas utilizações do lírico se fazem necessárias para a poesia. Uma delas é a ficcionalização, já pensou nisso?

este texto está um pouco "noz moscada" (sic!)

Marechal Carleto Gaspar 1841

Marechal Carleto Gaspar 1841